Os representantes do tucanato sorocabano e o governador do estado, José Serra, estão felizes com a reinauguração da Case, em Sorocaba, no próximo mês de março. Na verdade não são apenas eles os felizes com a volta da empresa. Todos os sorocabanos de bom juízo também estão contentes com mais esse investimento, que pode superar a casa de R$ 1 bilhão e gerar até 8 mil empregos diretos e indiretos.
E os tucanos têm razão mesmo de ficarem mais felizes que os outros. Afinal, foram eles os responsáveis pela saída da empresa da cidade em 2001.
Foi a desastrosa gestão neoliberal tucana - local, estadual e nacional - que criou e fomentou a guerra fiscal, que tantos prejuízos causou a milhões de brasileiros em todo o país. A Case, que em 2001 mandou parte da planta para Belo Horizonte (MG) e outra para Curitiba (PR), deixou mais de 600 sorocabanos desempregados quando fechou as portas.
Não se vê outro motivo, senão a volta de algo que deixaram escorrer pelos dedos, para a felicidade tucana. Esses administradores não podem, em hipótese alguma, comemorar a volta da Case por outro motivo. A comemoração tucana deve se limitar a um: ufa! ainda bem que eles voltaram.
O retorno da Case a Sorocaba está ligado, de fato, ao momento histórico pelo qual passa o país e pelas instalações paradas que ela tinha aqui. Foi essa comodidade e as políticas de recuperação do Brasil implantadas pelo governo Lula que fizeram com que a empresa voltasse a crescer e a escolher Sorocaba, onde esteve por mais de 20 anos.
O anúncio do investimento de R$ 1 bilhão em Sorocaba, dos R$ 6 bilhões que o grupo Fiat Allis, dono da Case, deverá investir até 2012 no Brasil foi feito por Sérgio Marchionne ao presidente Lula, em Brasília, em novembro de 2007.
O retorno da Case, portanto, não é uma vitória tucana como querem os representantes locais e estaduais. A reabertura dessa fábrica passa por decisões maiores. Passa pela credibilidade econômica e moral que o Brasil começou a ter depois que Lula assumiu o Presidência e passou a governar para todos os brasileiros, não para um modelo econômico, o neoliberalismo, como fizeram os mandatários tucanos.
À época, quando a Case anunciava a saída, o então prefeito Renato Amary dizia que não podia fazer nada porque era uma decisão mundial. Agora, como é chegada de investimento, o prefeito Vitor Lippi e o governador José Serra disputam as benesses e tentam tirar o mérito de Lula. Como diz o ditado: filho feio morre órfão; bonito não fica sem pai.
Folha Metalúrgica
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Educação profissional deve estar acessível a todos
Segundo o doutor em educação, professor Celso Ferreti, que tem atuação nos temas trabalho, orientação profissional e trajetória ocupacional, há uma distância muito grande entre as escolas profissionalizantes e o mercado de trabalho. Ele falou sobre os conceitos de qualificação substancialista, que defende que o aluno deve conhecer todo o processo técnico do seu trabalho, e a relativista, que aponta a necessidade não só do conhecimento técnico, mas também do padrão de comportamento na sociedade.
"Há uma defasagem grande entre a formação da escola e as condições reais de trabalho que o mercado oferece", afirmou Ferreti. "Quando se diz que existem empregos, mas não há trabalhadores qualificados, é preciso entender se qualificado dito pelo empregador é o que está dizendo a escola", completou. O professor apontou ainda práticas que interferem na realidade do mercado, como a desregularização do emprego, ocorrida através das terceirizações, contratações temporárias e férias não remuneradas.
Ferreti falou também sobre a "dualidade" que marcou a história da educação brasileira, quando a educação propedêutica, de base teórica mais ampla, era voltada para a parcela economicamente mais abastada da sociedade, e a educação profissional era destinada para a parcela mais empobrecida, cujas perspectivas de assumir posições de direção na sociedade eram tidas como menores.
"Essa realidade colocada pelo professor Ferreti é muito parecida com a de Sorocaba", afirmou a representante do MEC no estado de São Paulo, Iara Bernardi. Ela lembrou a resistência do município em trazer as escolas normais, quando Itapetininga já contava com uma, assim como a busca pela universidade pública. "Em relação à escola técnica federal, Sorocaba pode ter até mais que uma, mas não tem nenhuma, enquanto na região já existem quatro (São Roque, Boituva, Itapetininga e Salto)", observou.
Para Ferreti, o problema da educação profissional no Brasil só poderá ser resolvido através da oferta de escolas a toda a população com qualidade e condições. O professor citou o decreto 5154, do Governo Lula, que propõe o ensino médio integrado, em contraposição à concepção "liberal burguesa", que considerava que o trabalhador deve receber educação suficiente para operar bem equipamentos. Segundo ele, a medida segue a linha da proposição socialista, em que trabalhadores devem dominar o conhecimento técnico, mas também o científico de como se desenvolve o processo produtivo.
Segundo o reitor em exercício do Instituto Federal de São Paulo, Garabed Kenchian, tal perspectiva já existe nos Institutos Federais. "Os cursos são prioritariamente noturnos porque nosso foco está no trabalhador, o profissional tem a possibilidade de voltar ao Instituto para atualização, desenvolvemos pesquisa e extensão com foco nos meios de produção e vivemos em ambiente crítico e democrático, em contato com as contradições da sociedade", explicou.
Garabed citou ainda um estudo que aponta que o investimento necessário para uma boa formação no ensino médio não deveria passar R$3,5 mil/ano por aluno. "Em São Paulo, investe-se R$1 mil/ano por aluno, o que de maneira simplista nos leva a concluir que seria necessário triplicar os investimentos estaduais nessa área para se chegar a um bom nível educacional", ponderou.
AI Deputado Hamilton Pereira
Sorocaba caminha, finalmente, para ter uma escola técnica federal
Deliberação foi tirada em audiência pública que debateu, na Câmara Municipal de Sorocaba, "Qualificação Profissional e Escola Técnica Federal"
A audiência, de iniciativa do vereador Izidio de Brito Correia (PT), contou a presença da representante do MEC (Ministério da Educação) no estado de São Paulo, Iara Bernardi, do reitor em exercício do Instituto Federal de São Paulo, Garabed Kenchian, do doutor em educação, Celso Ferreti, do diretor do Instituto Federal de Salto, professor José Antonio Neves, do Secretário Municipal de Relações do Trabalho, Luís Alberto Firmino, e do deputado estadual Hamilton Pereira (PT).
Firmino se comprometeu a agendar uma reunião entre o prefeito Vitor Lippi, Iara Bernardi e o vereador Izidio para definição de um documento, a ser entregue ao presidente Lula no próximo dia 2/3, definindo o interesse e disposição do município em atrair unidades de ensino profissional. Iara Bernardi, por sua vez, afirmou que, pelo número de habitantes, Sorocaba poderia comportar até duas unidades. Uma emenda de autoria do vereador Izídio, aprovada ao PPA (Plano Plurianual) 2010-2013, garante a destinação de uma área para instalação da escola técnica federal.
O reitor chegou a afirmar que ficou surpreso ao saber que Sorocaba tem mais de 600 mil habitantes e não conta com nenhuma unidade federal de ensino profissional. "A segunda fase de expansão beneficiou municípios com mais de 100 mil habitantes e é mesmo razoável que Sorocaba venha a ter mais de um campus", afirmou. Ele também afirmou que dar início a atividades em parceria com o Instituo Federal de Educação, Ciência e Tecnologia pode adiantar o processo de instalação de uma unidade própria no município. "Não temos autonomia para criar cargos, mas disponibilizamos a gestão educacional para formar o pessoal docente e administrativo", afirmou.
Iara Bernardi citou ainda programas educacionais do Governo Federal que poderiam estar beneficiando o município, porém não houve interesse da Prefeitura em aderir aos mesmos. Os programas citados pela representante do MEC foram: Proeja Fic, desenvolvido nas escolas municipais e unidades penitenciárias para formação profissional associada à escolarização formal para jovens e adultos; Brasil Profissionalizado, que possibilita a modernização e a expansão das redes públicas de ensino médio integradas à educação profissional; ProInfância, de assistência financeira aos municípios para construção de creches e pré-escolas. "Sorocaba tem várias oportunidades, que está perdendo, porque não aderiu aos programas do Governo Federal", criticou Iara.
Izidio apresentou dados de escolaridade entre os trabalhadores de Sorocaba, levantados em 2008 pelo Ministério do Trabalho. Os números apontam que 40,62% dos trabalhadores com carteira assinada têm escolaridade inferior ao ensino médio. Cerca de 40 entidades estiveram representadas na audiência pública.
AI Deputado Hamilton Pereira
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Audiência discute qualificação hoje na Câmara
Os programas federais de formação e qualificação de trabalhadores e as formas da cidade aderirem a eles serão temas discutidos durante em audiência pública na noite de hoje. O encontro será às 19h na Câmara Municipal de Sorocaba e na abertura o mestre em educação, Celso João Ferreti, fará palestra sobre a História da Educação Profissional.A iniciativa da discussão é do vereador Izídio de Brito Correia (PT). Segundo ele, o objetivo do evento é chamar a atenção para a necessidade de mobilização para a implantação dos programas federais de educação e qualificação profissional, sob o risco da Case, a Toyota e outras empresas terem que buscar mão-de-obra qualificada fora da cidade e da região. Pensando nisso é que espero contar com a participação de representantes da prefeitura, empresários, professores e metalúrgicos, além de toda a população, que é a maior prejudicada pela ausência desses programas em nossa cidade, ressalta Izídio.
Para o vereador Izídio, a audiência pública será o primeiro passo, visando a sensibilização do poder público municipal e de outros setores que podem contribuir para credenciar Sorocaba a esses programas. O governo federal, segundo ele, dispõe de três programas para formação e qualificação de trabalhadores e segundo Izídio, Sorocaba não aderiu a nenhum deles. A principal diferença dos cursos federais em comparação com outros cursos de capacitação, segundo a ex-deputada federal e atual representante do Ministério da Educação (MEC) no Estado de São Paulo, Iara Bernardi, é que, além de serem gratuitos, oferecem aos trabalhadores formação regular até o ensino médio e cursos de qualificação nas mais diversas áreas, como indústria, comércio, serviços e agricultura.
Escolas técnicas
A representante do MEC esclarece também que, para ganhar uma escola técnica federal, por exemplo, a prefeitura precisa apenas ceder o terreno. Toda a estrutura, a metodologia, os professores, a manutenção são providenciados pelo governo federal. Os cursos são gratuitos. A prefeitura de Sorocaba cedeu um terreno para outra unidade do Senai em Sorocaba, mas parece não se interessar pelos programas federais de educação e qualificação, afirma Iara.
Além de Celso Ferreti, a audiência será acompanhada pelo reitor em exercício do Instituto Federal de Educação Tecnológica de São Paulo, Garabed Kenchian, o reitor da Universidade de Sorocaba (Uniso), Fernando de Sá Del Fiol, o diretor do Departamento de Ação Regional da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Alexandre Eugênio, do diretor geral do câmpus Salto do Instituto de Educação Tecnológica, José Antônio Neves e do secretário de Educação de Salto, Wilson Roberto Caveden.
Jornal Cruzeiro do Sul
Artigo - Caixa de Pandora de Brasília e de Sorocaba
Os sorocabanos, em sua grande maioria, esperam ansiosos o desfecho do inquérito de Caixa de Pandora, que dura quatro meses – desde a prisão temporária da empresária Ivanilde Vieira Serebrenic, ex-presidente regional do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo (Sincopetro), no dia 28 de setembro de 2009.
Também foram presos temporariamente os então secretários municipais Maurício Biazotto Corte (Governo e Planejamento) e José Dias Batista Ferrari (Desenvolvimento Econômico), depois exonerados. Em meados de novembro, havia a expectativa inicial de que o inquérito fosse encerrado no fim do mesmo mês, como noticiado na época. Depois, acreditou-se que ele terminaria no inicio de fevereiro, antes do carnaval; agora ficou para dia 23 deste mês.
A Polícia Civil e o Ministério Público apuram a existência e os desdobramentos de um suposto esquema de corrupção no Sincopetro e na Prefeitura de Sorocaba. Ele consistiria, basicamente, no pagamento de propinas para apressar ou facilitar a emissão de alvarás de funcionamento de postos de combustível.
Enquanto aguardamos os desdobramentos de operação Caixa de Pandora da nossa cidade, outra operação, que leva o mesmo nome, em Brasília, teve seu desfecho inédito: o governador do DEM, José Roberto Arruda – ex-vice-presidenciável na chapa de José Serra – está na cadeia, acompanhado dos comparsas que ajudaram no esquema de corrupção. As instituições agiram com rigor, como tem que ser, para combater esse câncer chamado corrupção.
A prisão do Governador José Roberto Arruda, e de tantos outros, que a Polícia Federal vem colocando na cadeia nestes últimos anos, faz com que a população brasileira passe a acreditar nas instituições que cada vez mais vêm se consolidando em nosso país. Isso demonstra a importância de termos solidez institucional para combater o crime organizado e a corrupção no Brasil.
Aqui em Sorocaba, a investigação está sendo coordenada pelo delegado Wilson Negrão, do Grupo Antissequestro (GAS), e pelo promotor Roberto de Campos Andrade, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). O delegado disse que o prazo para encerramento do inquérito foi ampliado a fim de reunir mais evidências. Ele deixou claro que a preocupação principal não é com o tempo, mas com as provas.
As operações Caixa de Pandora, realizadas em Brasília e Sorocaba, chamaram a atenção de milhares de pessoas, primeiro pelo esquema montado para desviar dos cofres públicos milhões de reais -- que deveriam ser investidos para solucionar vários problemas que atingem a população.
Segundo pelo nome, Caixa de Pandora. Tive a curiosidade de entender melhor seu significado. Entre tantas leituras, encontrei um artigo do psicólogo Sérgio Pereira Alves que explica: "Epimeteu havia sido avisado por Prometeu para não aceitar nenhum presente dos deuses, mas, encantado com Pandora, desconsidera as recomendações do irmão. Pandora chega trazendo em suas mãos um grande vaso (pithos = jarro) fechado que trouxera do Olimpo como presente de casamento ao marido. Pandora abre-o diante dele e de dentro, como nuvem negra, escapam todas as maldições e pragas que assolam todo o planeta. Desgraças que até hoje atormentam a humanidade. Pandora ainda tenta fechar a ânfora divina, mas era tarde demais: ela estava vazia, com a exceção da 'esperança', que permaneceu presa junto à borda da caixa. A única forma do homem para não sucumbir às dores e aos sofrimentos da vida. Assim, essa narração mítica explica a origem do males, trazidos com a perspicácia e astúcia 'daquela que possui todos os dons'”.
Deste mito ficou a expressão caixa de Pandora, que se usa em sentido figurado quando se quer dizer que alguma coisa, sob uma aparente inocência ou beleza, é na verdade uma fonte de calamidades. Abrir a Caixa de Pandora significa que uma ação pequena e bem-intencionada pode liberar uma avalanche de repercussões negativas. Há ainda um detalhe intrigante que poderíamos levantar: por que a esperança estava guardada na caixa entre todos os males? Dependendo da perspectiva que olharmos os pares de opostos, a esperança pode também ter uma conotação negativa, por poder minar as nossas ações nos fazendo aceitar coisas que deveríamos confrontar.
Milhares de sorocabanos têm a esperança de que, ao final deste inquérito, tudo possa ser esclarecido sobre este suposto esquema de corrupção montado em Sorocaba. Esperamos dos responsáveis pela investigação que aqueles que tenham culpa sejam punidos conforme determina a lei. O episódio de Brasília nos serve de exemplo de que as instituições estão cada vez mais confiáveis aos olhos da população. Neste episódio de Sorocaba só temos que aplaudir o que fizeram até o momento o Delegado
Wilson Negrão e o Promotor Roberto de Campos Andrade.
José Carlos Triniti Fernandes
Presidente do PT Sorocaba
Também foram presos temporariamente os então secretários municipais Maurício Biazotto Corte (Governo e Planejamento) e José Dias Batista Ferrari (Desenvolvimento Econômico), depois exonerados. Em meados de novembro, havia a expectativa inicial de que o inquérito fosse encerrado no fim do mesmo mês, como noticiado na época. Depois, acreditou-se que ele terminaria no inicio de fevereiro, antes do carnaval; agora ficou para dia 23 deste mês.
A Polícia Civil e o Ministério Público apuram a existência e os desdobramentos de um suposto esquema de corrupção no Sincopetro e na Prefeitura de Sorocaba. Ele consistiria, basicamente, no pagamento de propinas para apressar ou facilitar a emissão de alvarás de funcionamento de postos de combustível.
Enquanto aguardamos os desdobramentos de operação Caixa de Pandora da nossa cidade, outra operação, que leva o mesmo nome, em Brasília, teve seu desfecho inédito: o governador do DEM, José Roberto Arruda – ex-vice-presidenciável na chapa de José Serra – está na cadeia, acompanhado dos comparsas que ajudaram no esquema de corrupção. As instituições agiram com rigor, como tem que ser, para combater esse câncer chamado corrupção.
A prisão do Governador José Roberto Arruda, e de tantos outros, que a Polícia Federal vem colocando na cadeia nestes últimos anos, faz com que a população brasileira passe a acreditar nas instituições que cada vez mais vêm se consolidando em nosso país. Isso demonstra a importância de termos solidez institucional para combater o crime organizado e a corrupção no Brasil.
Aqui em Sorocaba, a investigação está sendo coordenada pelo delegado Wilson Negrão, do Grupo Antissequestro (GAS), e pelo promotor Roberto de Campos Andrade, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). O delegado disse que o prazo para encerramento do inquérito foi ampliado a fim de reunir mais evidências. Ele deixou claro que a preocupação principal não é com o tempo, mas com as provas.
As operações Caixa de Pandora, realizadas em Brasília e Sorocaba, chamaram a atenção de milhares de pessoas, primeiro pelo esquema montado para desviar dos cofres públicos milhões de reais -- que deveriam ser investidos para solucionar vários problemas que atingem a população.
Segundo pelo nome, Caixa de Pandora. Tive a curiosidade de entender melhor seu significado. Entre tantas leituras, encontrei um artigo do psicólogo Sérgio Pereira Alves que explica: "Epimeteu havia sido avisado por Prometeu para não aceitar nenhum presente dos deuses, mas, encantado com Pandora, desconsidera as recomendações do irmão. Pandora chega trazendo em suas mãos um grande vaso (pithos = jarro) fechado que trouxera do Olimpo como presente de casamento ao marido. Pandora abre-o diante dele e de dentro, como nuvem negra, escapam todas as maldições e pragas que assolam todo o planeta. Desgraças que até hoje atormentam a humanidade. Pandora ainda tenta fechar a ânfora divina, mas era tarde demais: ela estava vazia, com a exceção da 'esperança', que permaneceu presa junto à borda da caixa. A única forma do homem para não sucumbir às dores e aos sofrimentos da vida. Assim, essa narração mítica explica a origem do males, trazidos com a perspicácia e astúcia 'daquela que possui todos os dons'”.
Deste mito ficou a expressão caixa de Pandora, que se usa em sentido figurado quando se quer dizer que alguma coisa, sob uma aparente inocência ou beleza, é na verdade uma fonte de calamidades. Abrir a Caixa de Pandora significa que uma ação pequena e bem-intencionada pode liberar uma avalanche de repercussões negativas. Há ainda um detalhe intrigante que poderíamos levantar: por que a esperança estava guardada na caixa entre todos os males? Dependendo da perspectiva que olharmos os pares de opostos, a esperança pode também ter uma conotação negativa, por poder minar as nossas ações nos fazendo aceitar coisas que deveríamos confrontar.
Milhares de sorocabanos têm a esperança de que, ao final deste inquérito, tudo possa ser esclarecido sobre este suposto esquema de corrupção montado em Sorocaba. Esperamos dos responsáveis pela investigação que aqueles que tenham culpa sejam punidos conforme determina a lei. O episódio de Brasília nos serve de exemplo de que as instituições estão cada vez mais confiáveis aos olhos da população. Neste episódio de Sorocaba só temos que aplaudir o que fizeram até o momento o Delegado
Wilson Negrão e o Promotor Roberto de Campos Andrade.José Carlos Triniti Fernandes
Presidente do PT Sorocaba
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