sexta-feira, 16 de julho de 2010

PT e partidos coligados lançam campanha em Sorocaba amanhã


Ato político será a partir das 9h, no Clube Recreativo Central

Amanhã (17/07), a partir das 9 horas, no Clube Recreativo Central, na praça Cel. Fernando Prestes, o Partido dos Trabalhadores - PT e partidos coligados realizam um ato em apoio às candidaturas de Dilma Rousseff à Presidência da República, Aloizio Mercadante ao governo do estado, Marta Suplicy e Netinho de Paula ao Senado. Estarão presentes os candidatos a deputados estaduais e federais da coligação.

Após o ato político, a militância dos diversos partidos realizará uma caminhada pelas ruas do centro da cidade.

Segundo o presidente do Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores, José Carlos Triniti Fernandes, "o lançamento oficial da campanha da nossa coligação aqui em Sorocaba vai mostrar a força das nossas candidaturas. A oposição ao governo Lula está sem discurso, desnorteada e começa a partir para o tudo ou nada. Não vamos entrar na baixaria. Nossa campanha vai se basear em propostas que impliquem na continuidade de políticas focadas no desenvolvimento econômico com distribuição de renda. Em São Paulo, vamos colocar o estado em sintonia com o Brasil".


PT Sorocaba

Artigo - Reciclagem e geração de renda

É triste ver o governo de Sorocaba reduzir um tema tão importante quanto a coleta seletiva a uma mera disputa de poder, sobre quem “manda mais” na cidade: o Executivo ou o Legislativo.

A administração do prefeito Vitor Lippi deixa de implantar uma política municipal de coleta apenas pela satisfação de não reconhecer o mérito de duas iniciativas: um Projeto de Lei elaborado por um vereador da oposição e o trabalho pioneiro desenvolvido pela Cooperativa de Reciclagem de Sorocaba (Coreso).

Há mais de um ano tento negociar com o prefeito seu apoio ao projeto de lei (PL) 196/2009, de minha autoria, que cria condições para ampliar a coleta seletiva de recicláveis e prevê remuneração para os catadores. Remuneração essa que tem como base o mesmo valor, R$ 103,70 por tonelada, que a prefeitura hoje paga para uma empresa particular recolher o lixo nas ruas e despejá-lo no aterro, sem medidas de reciclagem.

Já disse publicamente e repito: se o problema é a autoria do projeto, retiro meu nome da proposta. A prefeitura tem meu apoio para fazer ajustes no projeto e apresentá-lo à Câmara Municipal como iniciativa do Executivo. Minha exigência apenas é que não se descaracterize a idéia original, que se mantenha a essência do projeto.

Quanto à implicância do Paço, na figura do secretário de Parcerias Roberto Juliano, em relação à Coreso, é incompreensível. Trata-se de uma cooperativa com 11 anos de experiência acumulada. Ela foi formada por iniciativa da própria sociedade civil e gera renda para dezenas de famílias de catadores.

Apesar desse currículo da Coreso, é nítida a preferência do secretário Juliano por cooperativas criadas com o apoio da prefeitura, como a Ecoeso, a Reviver e a Catares. O tratamento desigual dado pelo Paço às cooperativas já foi comprovado em declarações de integrantes da equipe de governo em diversas matérias jornalísticas.

Eu também apóio a Ecoeso, a Reviver e a Catares. Mas meu apoio é direcionado ao trabalho dos catadores, não necessariamente à forma como essas cooperativas são gerenciadas.

Reportagem recente do Cruzeiro do Sul sobre denúncias de irregularidades na Ecoeso, por exemplo, trouxe à tona, no mínimo, a falta de acompanhamento, por parte do secretário Juliano, do que acontece na instituição pela qual ele tem tanto apreço.

Vale ressaltar que o secretário utilizou, várias vezes, a Ecoeso como referência para tentar desqualificar a Coreso e para se opor ao PL 196/2009.

O secretário afirma que as três cooperativas que ele aprecia não concordam com o PL 196/2009, que não querem firmar contrato com a prefeitura e ser remuneradas pela coleta. Ele afirma que essas cooperativas preferem ganhar um galpão centralizador dos produtos coletados.

Mas é curioso o fato de catadores desaprovarem um projeto que prevê remuneração por tonelada recolhida e que estimula a expansão e descentralização da coleta, não é?

Na minha opinião, a autêntica cooperativa dessa atividade é formada por catadores de recicláveis. Profissionais de outros segmentos podem participar como apoio e assessoria técnica (e isso é louvável), mas não como cooperados.

Empresas e instituições que apóiam a reciclagem também merecem nossas congratulações. A Uniso, por exemplo, apóia a Catares. A empresa Johnson Controls é incentivadora da Reviver. Tenho certeza que esses apoiadores não gostariam de passar pela situação que passou o secretário Juliano e ter que dizer que foram pegos de surpresa, diante de eventuais denúncias de irregularidades.

Vereador Izídio de Brito Correia

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Câmara só vota a coleta seletiva em agosto

Numa manobra do líder do governo, o vereador Paulo Mendes (PSDB) - apoiada por 14 dos 20 vereadores - a Câmara Municipal decidiu, na manhã de terça-feira (13), adiar por mais uma sessão a decisão sobre a derrubada do parecer de inconstitucionalidade do Projeto de Lei (PL) 196/2009, de autoria do vereador Izídio de Brito Correia (PT), que tem como objetivo instituir um programa municipal de coleta seletiva solidária, por meio da remuneração às cooperativas de catadores, do mesmo valor, por tonelada, que hoje a administração municipal paga à empresa que coleta o lixo convencional.

Na prática, o assunto volta a ser discutido somente em 7 de agosto, já que amanhã é a última sessão antes do recesso parlamentar. Nem a pressão popular, com a presença dos catadores da Cooperativa de Reciclagem de Sorocaba (Coreso), que lotaram o plenário, foi suficiente para dar andamento à matéria. “Estou vendo que esse projeto vai morrer, mas nós vamos continuar lutando. A Câmara saiu hoje queimada perante a sociedade”, falou Izídio.

A discussão sobre a derrubada ou não do parecer da Comissão de Justiça e da Consultoria Jurídica da Câmara - que diz que o PL é contrário ao que diz a Constituição, por ter sido elaborado por um vereador quando, na verdade, seria de competência do Executivo, pois gerará ônus aos cofres públicos - por vezes foi desviada para a questão do mérito da proposta. Nem a presença do secretário de Governo, Rodrigo Moreno, e do assessor Carlos Laino, em conversas pelos cantos com a maioria dos vereadores - já que a Prefeitura é contra a proposta e quer um outro projeto para a continuidade da atuação das quatro cooperativas de reciclagem na cidade, que tem como base a unificação - foi suficiente para garantir o apoio irrestrito ao parecer.
.
A fala de Izídio, na abertura do debate, foi apoiada pela reprodução de um vídeo no qual o prefeito Vitor Lippi (PSDB), então candidato à reeleição, assumia o compromisso de implantação de 100% de coleta seletiva na cidade. (VEJA AQUI) “A população colocou 79% dos votos na proposta deste prefeito. Sorocaba não pode concordar em pagar 167% a mais, a partir de agosto, para exportar seu lixo”, argumentou Izídio, referindo-se ao encerramento das operações do aterro do retiro São João, previsto para o segundo semestre.


Jornal Cruzeiro do Sul

Promessa que não será cumprida!

No dia 22/9/2008, em seu programa eleitoral, o prefeito de sorocaba, Vitor Lippi (PSDB), prometeu a implantação da coleta seletiva em 100% da cidade ainda neste mandato!

Prometeu e, pela falta de vontade política que demonstra e pela inexperiência e falta de visão do Secretário responsável, não cumprirá!

Veja aqui o vídeo do comprometimento do prefeito.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Lippi manobra, impede votação e catadores protestam no Paço

O prefeito Vitor Lippi (PSDB) interferiu deliberadamente na sessão da Câmara desta terça-feira, 13, última antes do recesso parlamentar, e impediu a votação de um projeto de lei do vereador Izídio de Brito (PT), que instituía a coleta seletiva em Sorocaba com remuneração dos catadores.

Inconformados com a atitude do chefe do Executivo, um grupo de aproximadamente 30 catadores ligados a CORESO foram à sede do governo sorocabano. Eles queriam audiência imediata com Vitor Lippi, mas conseguiram audiência para quinta-feira, 15.

A manobra
Depois de várias tentativas de negociação com a Prefeitura, Izídio, em acordo com a maioria dos 20 vereadores da Casa, conseguiu colocar o projeto em votação. O petista esperava contar com o apoio de pelo menos 10 parlamentares, o que garantiria a aprovação da proposta,

Mas logo cedo, antes da votação, Lippi escalou o secretário Roberto Moreno [Governo e Planejamento] e o assessor especial Carlos Laino para convencerem os vereadores a não aprovarem o projeto.

Eles conseguiram. Depois de várias investidas pessoais no plenário, a Câmara votou pela retirada do projeto de pauta por uma sessão. Como o Legislativo entra em recesso, a proposta só volta a ser discutida em agosto.

Além de Izídio, apenas França, Caldini Crespo, Ruby e Cláudio do Sorocaba 1 votaram em favor da coleta remunerada.
O projeto

A proposta institui o Programa de Coleta Seletiva Solidária em Sorocaba.Pela proposta do vereador, o Paço pagaria o mesmo valor - R$ 103 por tonelada - para os catadores, que deveriam se organizar em cooperativas.

Além de ampliar a coleta seletiva na cidade com inclusão e melhora dos rendimentos dos catadores, o vereador argumenta que a proposta também protege o meio ambiente. "O volume de reciclagem em Sorocaba seria imensamente maior e não aumentaria nenhum custo à prefeitura. Ela apenas iria deixar de pagar a empresa pela coleta convencional e passaria a remunerar os catadores", conclui o parlamentar.
Imprensa Smetal Sorocaba

Notícias CNM/CUT