O vereador Izídio de Brito Correia (PT) e moradores do bairro do Éden se reuniram na noite da última terça-feira (08) no Clube Atlético Brasil, para discutir ações de interesse do bairro e suas demandas.
No bairro residem cerca de 4.500 famílias, que sofrem diariamente com a ausência de vagas em creches, postos de saúde, segurança, casas lotéricas, etc.
“Nosso bairro foi esquecido pelo Poder Público”, afirmou a moradora Suely Vicentina de Oliveira. Segundo ela, outro problema grave foi fato do bairro, que é residencial, hoje ser considerado como Zona Mista. “O número de barracões vem crescendo e nosso sossego indo embora”, exaltou Suely reclamando do barulho e da quantidade de caminhões que transitam pelo bairro.
Izídio acredita que esses encontros são importantes para conhecer os reais problemas enfrentados por toda a população e se comprometeu em encaminhar as demandas dos bairros e cobrar da Prefeitura a solução de todos os problemas apontados pelos moradores.
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Editorial - Conquista ameaçada
Na última década, a coleta seletiva de materiais recicláveis provou para os sorocabanos que é um serviço indispensável, ao conciliar benefícios econômicos, sociais e ambientais e provocar uma saudável mudança de hábitos na população.
Graças ao trabalho pioneiro da Cooperativa de Reciclagem de Sorocaba (Coreso), mais tarde seguido por outras cooperativas, milhares de famílias deixaram de acondicionar o lixo orgânico juntamente com embalagens de plástico, vidro, metal e papel/papelão, que podem ser reaproveitadas industrialmente. As cooperativas ganharam a simpatia da população e, depois de um começo conflituoso, passaram a ser encaradas como parceiras pela Prefeitura, que as incorporou em suas políticas públicas e apoiou de maneira decisiva a partir de 2005.
O caminho que parecia reto e seguro, entretanto, chegou abruptamente a uma encruzilhada no final do ano passado, quando a crise econômica mundial começou a refletir nas empresas que compram e industrializam os materiais, fazendo despencar a procura e, consequentemente, os preços. O modelo atual da coleta seletiva, que parecia autossustentável, mostrou-se como um gigante com pés de barro, já que o aporte financeiro que torna possível sua operação depende exclusivamente da demanda e da cotação dos materiais recicláveis no mercado. O impacto da queda dos preços tirou catadores das ruas e fez o volume da coleta cair de 306 toneladas mensais (antes da crise) para 167 toneladas mensais, como apurou reportagem de Leandro Nogueira publicada no Caderno de Domingo deste jornal.
Perniciosa em muitos sentidos, a crise serviu, no entanto, para mostrar que um serviço de tamanha importância não pode ficar condicionado às instabilidades do mercado. Para que a coleta seletiva atenda prioritariamente ao interesse coletivo - reduzindo o ritmo de ocupação do aterro sanitário, atenuando os danos ao meio ambiente e proporcionando empregos para um número maior de catadores -, suas diretrizes devem partir do poder público, e não das empresas compradoras. Para que o serviço possa ser ampliado e atingir cada rua da cidade, sua operação não pode estar atrelada a variações de preços que ameaçam até mesmo inviabilizar os trabalhos, como ocorre neste momento.
Todas essas constatações apontam numa única direção, que é a remuneração direta dos serviços de coleta. Como isso será feito, ainda não se sabe. Existe em tramitação na Câmara um projeto do vereador Izídio Brito (PT) nesse sentido, mas que foi retirado da pauta por seis sessões, devido a alegação de inconstitucionalidade da Consultoria Jurídica da Casa. O projeto, entretanto, deverá ser reapresentado com alterações, e esta será uma oportunidade para que a discussão seja aprofundada, não apenas no âmbito do Legislativo, mas também do Executivo.
A contratação é uma proposta ousada, na medida em que implica uma reformulação completa do relacionamento do poder público com as cooperativas, porém absolutamente coerente quando se considera a coleta seletiva como um serviço público de altíssima relevância para a sociedade. Se a municipalidade remunera todos os serviços públicos, por que só a coleta seletiva deveria ser oferecida gratuitamente? Para que se possa expandi-la e torná-la universal, parece óbvio que ela necessite evoluir da condição de serviço quase voluntário, oferecido independentemente de qualquer obrigatoriedade, para a de serviço contratado - e, portanto, sujeito ao cumprimento de prazos e metas, como os demais.
Em tese ao menos, isso não deve onerar sobremaneira os cofres públicos, pois o volume coletado a mais pelas cooperativas estará sendo subtraído do total transportado pelos caminhões da coleta mecanizada, com a possibilidade de uma compensação financeira entre um e outro serviço. As cooperativas, em contrapartida, terão de se prontificar a cumprir um plano de trabalho, para que possam abranger todos os bairros com regularidade e eficiência - e, o mais importante, sem perder o caráter social da coleta, que surgiu como alternativa de geração de renda para pessoas excluídas do mercado de trabalho formal e é o que as diferencia de uma empresa comum, para efeito de contratação.
Jornal Cruzeiro do Sul
Graças ao trabalho pioneiro da Cooperativa de Reciclagem de Sorocaba (Coreso), mais tarde seguido por outras cooperativas, milhares de famílias deixaram de acondicionar o lixo orgânico juntamente com embalagens de plástico, vidro, metal e papel/papelão, que podem ser reaproveitadas industrialmente. As cooperativas ganharam a simpatia da população e, depois de um começo conflituoso, passaram a ser encaradas como parceiras pela Prefeitura, que as incorporou em suas políticas públicas e apoiou de maneira decisiva a partir de 2005.
O caminho que parecia reto e seguro, entretanto, chegou abruptamente a uma encruzilhada no final do ano passado, quando a crise econômica mundial começou a refletir nas empresas que compram e industrializam os materiais, fazendo despencar a procura e, consequentemente, os preços. O modelo atual da coleta seletiva, que parecia autossustentável, mostrou-se como um gigante com pés de barro, já que o aporte financeiro que torna possível sua operação depende exclusivamente da demanda e da cotação dos materiais recicláveis no mercado. O impacto da queda dos preços tirou catadores das ruas e fez o volume da coleta cair de 306 toneladas mensais (antes da crise) para 167 toneladas mensais, como apurou reportagem de Leandro Nogueira publicada no Caderno de Domingo deste jornal.
Perniciosa em muitos sentidos, a crise serviu, no entanto, para mostrar que um serviço de tamanha importância não pode ficar condicionado às instabilidades do mercado. Para que a coleta seletiva atenda prioritariamente ao interesse coletivo - reduzindo o ritmo de ocupação do aterro sanitário, atenuando os danos ao meio ambiente e proporcionando empregos para um número maior de catadores -, suas diretrizes devem partir do poder público, e não das empresas compradoras. Para que o serviço possa ser ampliado e atingir cada rua da cidade, sua operação não pode estar atrelada a variações de preços que ameaçam até mesmo inviabilizar os trabalhos, como ocorre neste momento.
Todas essas constatações apontam numa única direção, que é a remuneração direta dos serviços de coleta. Como isso será feito, ainda não se sabe. Existe em tramitação na Câmara um projeto do vereador Izídio Brito (PT) nesse sentido, mas que foi retirado da pauta por seis sessões, devido a alegação de inconstitucionalidade da Consultoria Jurídica da Casa. O projeto, entretanto, deverá ser reapresentado com alterações, e esta será uma oportunidade para que a discussão seja aprofundada, não apenas no âmbito do Legislativo, mas também do Executivo.
A contratação é uma proposta ousada, na medida em que implica uma reformulação completa do relacionamento do poder público com as cooperativas, porém absolutamente coerente quando se considera a coleta seletiva como um serviço público de altíssima relevância para a sociedade. Se a municipalidade remunera todos os serviços públicos, por que só a coleta seletiva deveria ser oferecida gratuitamente? Para que se possa expandi-la e torná-la universal, parece óbvio que ela necessite evoluir da condição de serviço quase voluntário, oferecido independentemente de qualquer obrigatoriedade, para a de serviço contratado - e, portanto, sujeito ao cumprimento de prazos e metas, como os demais.
Em tese ao menos, isso não deve onerar sobremaneira os cofres públicos, pois o volume coletado a mais pelas cooperativas estará sendo subtraído do total transportado pelos caminhões da coleta mecanizada, com a possibilidade de uma compensação financeira entre um e outro serviço. As cooperativas, em contrapartida, terão de se prontificar a cumprir um plano de trabalho, para que possam abranger todos os bairros com regularidade e eficiência - e, o mais importante, sem perder o caráter social da coleta, que surgiu como alternativa de geração de renda para pessoas excluídas do mercado de trabalho formal e é o que as diferencia de uma empresa comum, para efeito de contratação.
Jornal Cruzeiro do Sul
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Mutirão fará cadastramento de doador de medula óssea em Sorocaba
O Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região e a Ong Asa Morena promovem, no próximo dia 12 de setembro, sábado, na sede do sindicato, um mutirão para cadastrar doadores de medula óssea. A coleta de sangue para o cadastramento será das 9h às 16h. Qualquer pessoa com boa saúde e idade entre 18 e 55 anos pode se cadastrar. No ato do cadastramento, o voluntário terá coletados 5 ml de sangue, que serão usados para um exame específico, o HLA (Histocompatibilidade), que indicará a compatibilidade do possível doador com o futuro paciente.
Os dados dos cadastrados serão enviados para o Redome (Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea). Ocorrendo a compatibilidade com algum paciente, a pessoa será contatada para fazer a doação.
O transplante de medula óssea é, algumas vezes, a única esperança de cura para muitos pacientes com leucemias e outras doenças ligadas ao sangue, inatas ou adquiridas.
Apenas 25% dos pacientes encontram doadores na família. A maioria dos pacientes necessita de doadores de pessoa sem vínculo familiar.
O Sindicato dos Metalúrgicos fica na rua Júlio Hanser, 140, Lajeado, perto da rodoviária de Sorocaba.
.
Imprensa Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e região
Aumenta a presença feminina entre metalúrgicos na região
As mulheres estão crescendo na tradicionalmente masculina categoria metalúrgica. Entre os 41 mil trabalhadores atendidos pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região no primeiro trimestre deste ano, 6.506 (15,9%) eram mulheres. A maior parte delas jovens com até 29 anos, com menos de dois anos nas empresas, escolaridade superior a dos homens, mas com salários até 20% menores dos profissionais do sexo masculino. Semelhante aos homens, 72% das mulheres metalúrgicas não têm três anos completos de empresa. É o que revela o levantamento do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos em Sorocaba (Dieese-Sorocaba) nas 13 cidades abrangidas pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região.As mulheres metalúrgicas que trabalham na produção e têm no máximo três anos de empresa recebem em média R$ 1.054,21, enquanto a remuneração média dos homens com as mesmas características é de R$ 1.257,93. O assessor técnico do Dieese-Sorocaba, Fernando Lima, ressalta essa diferença salarial não é para as mesmas funções, mas trata-se do salário médio geral de trabalhadores de linha de produção nas empresas metalúrgicas.
O estudo revela que nos últimos anos houve um aumento acentuado na contratação das mulheres. Em 2006 eram 5.233; em 2007, 6.246 e 2008, 6.502. O ritmo de contratações de homens continua maior do que o das mulheres metalúrgicas, mas as admissões delas na região cresceu 24,45% cresceu 24,25% em dois anos.
Jornal Cruzeiro do Sul
domingo, 6 de setembro de 2009
Sorocaba recua na reciclagem de lixo
No ciclo de doze meses, a coleta de lixo seletivo na cidade 'andou para trás': de 306 toneladas de lixo para reciclagem recolhidas por mês em 2008, a média mensal não passa de 167 toneladas-mês neste 2009
A coleta de material para reciclagem feita por cooperativas em Sorocaba caiu quase a metade de 2008 para 2009. Com a redução do valor pago pelo material coletado a média mensal de 306 toneladas recolhidas pelas quatro cooperativas no município em 2008 diminuiu para 167 toneladas neste ano, 139 toneladas a menos. O resultado são centenas de sorocabanos reclamando que ninguém mais leva o material inorgânico que costumavam entregar aos cooperados.
Muitos moradores continuam separando na esperança de que alguém se interesse, mas lamentam que acabam misturando com o mesmo lixo levado para o aterro sanitário. Com final da vida útil prevista para o final do próximo ano, o aterro sanitário com os dias contados continua recebendo a média de 11.940 toneladas de lixo por mês. Ou seja, nem 1,5% do volume que vai para o aterro sanitário é coletado pelas cooperativas atualmente. Estudos mostram que cerca de 20% dos descartes poderiam ser reciclados.
Além de ambiental o prejuízo também é social e ainda onera a população. É que a coleta de lixo feita pela concessionária Gomes Lourenço custa à Prefeitura R$ 65,26 por tonelada, excluindo-se o valor cobrado pela manutenção do aterro sanitário. Logo, a média de 11.940 toneladas levadas ao aterro custam a cada mês R$ 779.204 em impostos recolhidos pela população. Se o destino de todas as 139 toneladas que deixaram de ser reaproveitadas pelas cooperativas neste ano também estiverem sendo o aterro sanitário, elas deixaram de alimentar famílias de cooperados para mensalmente onerarem em R$ 9.071 os cofres municipais.
Mas as principais vítimas são mesmo os humildes e com pouco estudo cooperados que sentem o problema no bolso. A maioria desses viu suas remunerações reduzirem-se a mais da metade. Se alguns chegaram a ganhar mil reais ou até pouco mais por mês coletando e separando materiais recicláveis no ano passado, hoje há os que viram suas remunerações ficarem menores do que um salário mínimo. Agora há quem chegue a retirar menos de R$ 150,00 ao mês. A conseqüência tem sido a desistência do cooperativismo em busca de qualquer outra atividade que lhes deêm alguma remuneração, mesmo que não seja ambientalmente responsável ou que lhes garantam a dignidade.
A Cooperativa de Reciclagem de Sorocaba (Coreso) responsável pela coleta na maior parte da cidade, e até o ano passado a maior de todas em Sorocaba, sofreu a maior debandada. Perdeu 107 cooperados, suspendeu as atividades de um de seus cinco núcleos e clama por ajuda da Prefeitura. Atualmente tramita na Câmara um projeto de lei propondo que a Prefeitura passe a pagar aos cooperados mandar para reciclagem o mesmo valor que paga à concessionária de lixo para mandar o material para o aterro. Prefeitura e a própria Câmara vêem problemas jurídicos na proposta que poderia recuperar a situação. Até o momento ninguém apresentou alguma possível solução.
Jornal Cruzeiro do Sul
Reportagem: Leandro Nogueira
Foto: Aldo V. Silva
A coleta de material para reciclagem feita por cooperativas em Sorocaba caiu quase a metade de 2008 para 2009. Com a redução do valor pago pelo material coletado a média mensal de 306 toneladas recolhidas pelas quatro cooperativas no município em 2008 diminuiu para 167 toneladas neste ano, 139 toneladas a menos. O resultado são centenas de sorocabanos reclamando que ninguém mais leva o material inorgânico que costumavam entregar aos cooperados.Muitos moradores continuam separando na esperança de que alguém se interesse, mas lamentam que acabam misturando com o mesmo lixo levado para o aterro sanitário. Com final da vida útil prevista para o final do próximo ano, o aterro sanitário com os dias contados continua recebendo a média de 11.940 toneladas de lixo por mês. Ou seja, nem 1,5% do volume que vai para o aterro sanitário é coletado pelas cooperativas atualmente. Estudos mostram que cerca de 20% dos descartes poderiam ser reciclados.
Além de ambiental o prejuízo também é social e ainda onera a população. É que a coleta de lixo feita pela concessionária Gomes Lourenço custa à Prefeitura R$ 65,26 por tonelada, excluindo-se o valor cobrado pela manutenção do aterro sanitário. Logo, a média de 11.940 toneladas levadas ao aterro custam a cada mês R$ 779.204 em impostos recolhidos pela população. Se o destino de todas as 139 toneladas que deixaram de ser reaproveitadas pelas cooperativas neste ano também estiverem sendo o aterro sanitário, elas deixaram de alimentar famílias de cooperados para mensalmente onerarem em R$ 9.071 os cofres municipais.
Mas as principais vítimas são mesmo os humildes e com pouco estudo cooperados que sentem o problema no bolso. A maioria desses viu suas remunerações reduzirem-se a mais da metade. Se alguns chegaram a ganhar mil reais ou até pouco mais por mês coletando e separando materiais recicláveis no ano passado, hoje há os que viram suas remunerações ficarem menores do que um salário mínimo. Agora há quem chegue a retirar menos de R$ 150,00 ao mês. A conseqüência tem sido a desistência do cooperativismo em busca de qualquer outra atividade que lhes deêm alguma remuneração, mesmo que não seja ambientalmente responsável ou que lhes garantam a dignidade.
A Cooperativa de Reciclagem de Sorocaba (Coreso) responsável pela coleta na maior parte da cidade, e até o ano passado a maior de todas em Sorocaba, sofreu a maior debandada. Perdeu 107 cooperados, suspendeu as atividades de um de seus cinco núcleos e clama por ajuda da Prefeitura. Atualmente tramita na Câmara um projeto de lei propondo que a Prefeitura passe a pagar aos cooperados mandar para reciclagem o mesmo valor que paga à concessionária de lixo para mandar o material para o aterro. Prefeitura e a própria Câmara vêem problemas jurídicos na proposta que poderia recuperar a situação. Até o momento ninguém apresentou alguma possível solução.
Jornal Cruzeiro do Sul
Reportagem: Leandro Nogueira
Foto: Aldo V. Silva
Assinar:
Postagens (Atom)
